Seguro auto cobre alagamentos e enchentes: sim ou não?

Seguro auto cobre alagamentos e enchentes: sim ou não?

Uma das maiores preocupações de quem adquire um automóvel diz respeito ao seu seguro e quais situações ele cobre. Entre as circunstâncias de maior risco estão os alagamentos e as enchentes, que muitas vezes podem causar sérios danos ao carro e prejuízo ao seu proprietário.

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O verão é uma época do ano marcada por fortes chuvas, fazendo com que sejam comuns notícias envolvendo tempestades, cidades alagadas e carros engolidos por enchentes. As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro têm sofrido bastante com isso nas últimas semanas.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em 2018, 31% das cidades brasileiras sofreram alagamentos nos cinco anos anteriores.

Mas afinal de contas, o seguro para automóveis realmente cobre os danos decorrentes de desastres como esses? O que fazer nesses casos? Confira a seguir.

Seguro Auto cobre Alagamentos? – Cobertura compreensiva

Também conhecida como seguro total ou seguro completo, a cobertura compreensiva é o serviço mais amplo oferecido no mercado.

Ela cobre danos causados por colisão, incêndio, roubo, furto e problemas diversos causados por fenômenos da natureza, como deslizamentos de terra, chuvas de granizo, vendavais, enchentes, raios e queda de objetos no carro.

Essa é a apólice escolhida pela maioria dos brasileiros, justamente por ser a única que realmente protege carros contra enchentes.

A responsabilidade dos danos

Por mais completa que seja a cobertura compreensiva, é importante pontuar que ela não é válida em quaisquer situações que envolvam enchentes e alagamentos.

O seguro cobre os danos provocados pelo desastre natural, como quando a rua onde o automóvel está estacionado fica alagada, causando estragos no veículo. Ou, ainda, quando a água da chuva invade a garagem enquanto seu carro estiver lá.

Mas o mesmo não acontece em casos nos quais o motorista tiver deliberadamente exposto o carro a riscos. Como, por exemplo, quando se enfrenta ruas alagadas e força o veículo a passar pelo local mesmo quando ele não possui condições de continuar.

Nesses casos, a seguradora pode entender que o risco foi criado pelo próprio segurado. Por isso, qualquer dano seria de sua responsabilidade.

O mais indicado, nessas situações, é de fato evitar atravessar trechos nos quais o nível da água estiver acima do limite para travessias estabelecido pela montadora do seu automóvel.

Também não é recomendado dar a partida no veículo caso ele tenha morrido durante uma enchente ou inundação, pois isso pode levar à perda da cobertura. Os danos ao carro podem ser agravados quando o motor é forçado a trabalhar coberto por água.

Nesse tipo de ocorrência, as seguradoras costumam investigar o sinistro para se certificar de que o motorista não contribuiu com o dano causado ao veículo. Essas análises geralmente envolvem o estudo de imagens de câmeras de segurança na região do acidente, e, em alguns casos, até mesmo entrevistas com os moradores do local.

Situações análogas

Pessoas que residem em cidades litorâneas ou visitam esses locais com frequência também têm preocupações com relação às ressacas, quando ondas violentas chegam à costa. Casos de ressaca que resultam em danos ao automóvel podem ou não ser cobertos pelo seguro auto.

Isso porque nem todas as seguradoras cobrem danos provocados pela água salgada. Mas esse tipo de cobertura de fato existe, e você pode contratá-la, se assim desejar.

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Existem especificações nestes caso. Consulte sua apólice!

A cobertura para danos causados ao automóvel pela ressaca valem apenas quando o veículo está na rua ou estacionado e é atingido pela maré. Os estragos não serão cobertos pela seguradora se o motorista tiver dirigido na areia, próximo do mar.

Casos extremos

Na segunda semana de março deste ano, as fortes chuvas na cidade de São Paulo chegaram a causar 12 óbitos, sendo que sete deles foram ocasionados por alagamentos

Em casos extremos como esses, onde há não só o risco de danos ao automóvel, mas também às pessoas que estão nele, o mais indicado é realmente sair do carro e deixá-lo na via, priorizando a sua vida e as das demais pessoas envolvidas.

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Essa recomendação é feita pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pelo supervisionamento do serviço em todo o país.

Ao notar que o nível da água começou a subir, o indicado é observar o carro ao lado para saber se há riscos. Se o nível da água estiver ultrapassando a metade da altura do pneu, você deve estacionar o carro, fechá-lo completamente e abandonar o local.

Hora de acionar o seguro

O que fazer quando uma árvore cai em cima do carro ou o mesmo é inundado pela água da enchente? Que atitude tomar?

O primeiro passo deve ser entrar em contato com o seu corretor de seguros ou com a sua seguradora através dos canais de comunicação 24 horas disponibilizados pela empresa.

Se for o caso, você também pode solicitar um guincho para mover o seu veículo do local alagado. Basta acionar o sinistro com um pedido de guincho e reparos. Se você possuir a cobertura completa, a sua solicitação deve ser rapidamente respondida pela seguradora.

O guincho pode levar o veículo até a oficina de sua preferência, se for o caso, mas o conserto não deve ser autorizado até que ocorra a liberação da seguradora. Isso deve ser feito por um técnico da empresa, que irá avaliar se o automóvel pode ser recuperado ou se houve perda total.  

Há alguma outra dúvida sobre a cobertura do seguro auto em caso de enchentes que não foi respondida por este artigo? Deixe sua pergunta nos comentários abaixo para podermos te ajudar.